Tomei a liberdade de publicar o e-mail que recebi da Regional de Santos, Baixada Santista e Vale do Ribeira do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo.
Infelizmente nossa profissão não é valorizada por "parte" do empresariado. Pelo que tenho acompanhado, a realidade é a mesma em diversas cidades do país. A falta de respeito por parte do empregador é latente e a queda de braço é constante!
Precisamos de políticas que ajudem a melhorar nossa situação profissional.
Abraços
Segue o e-mail na íntegra:
A Regional de Santos, Baixada Santista e Vale do Ribeira do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo irá reabrir, nos próximos dias, mesa-redonda com o jornal A Tribuna, no Ministério do Trabalho. Motivo: uso de estagiários como mão de obra barata.
A situação é grave e a Regional pretende, também, se reunir com as universidades, para expor a situação humilhante a qual os estágiários estão passando, muitos sendo usados para serviços fora da redação como, por exemplo, para entrega de material em lojas de anunciantes do jornal.
O diretor regional do Sindicato, Carlos Ratton, obteve informações sobre a situação após reunião com um grupo de estagiários. Eles confirmaram o que vinha sendo alvo de investigação por parte da Diretoria do Sindicato nos últimos meses.
Segundo informações, os estagiários vêm exercendo função de jornalistas e editores; trabalhando aos domingos - quando a lei prevê que o estágio tem que acontecer no período de funcionamento da faculdade e escrevendo no Portal de A Tribuna, tirando vagas de profissionais.
Ainda segundo o grupo, A Tribuna também vem descumprindo a lei de estágio, que prevê férias de 15 dias para os contratos a partir de seis meses, principalmente para os estagiários que estão cursando o quarto ano, para desenvolvimento do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) e até sofrendo assédio moral.
“É um absurdo que isso esteja acontecendo dentro de um jornal centenário como A Tribuna. A Diretoria do Sindicato não vai ficar de braços cruzados e permitir que estudantes substituam profissionais. O estágio deve ser um complemento acadêmico e não uma atividade profissional”, conclui Ratton.
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