quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Tempestade, tormenta, ressaca e... bonança?

Pelo visto a maré não está para peixe no glorioso alvinegro praiano. Após dois anos de conquistas, títulos importantes (Libertadores da América) e visibilidade entre sócios, torcedores e a própria imprensa; o Santos vive uma fase turbulenta repleta de intempéries que qualquer empresa, associação ou clube está sujeito a enfrentar. O pior é que, justamente este ano, o alvinegro comemora 100 anos de história. Nada mais justo do que celebrar o centenário com vitórias e títulos, porém não é o que se vê em 2012.
Tom Leal
Intempéries agudas centenárias...
O ano até começou bem com a conquista do terceiro Campeonato Paulista seguido, feito que somente o esquadrão de Pelé e Cia conseguiu. Mas a euforia durou pouco tempo e a triste realidade surgiu durante a Libertadores da América - 2012. Aos poucos o time mostrou sua fragilidade ante adversário, teoricamente mais fracos, e quando enfrentou o Vélez Sarsfield (ARG), equipe mais experiente e equilibrada, sofreu para passar (nos pênaltis jogando em casa) para a semifinal contra o futuro campeão do torneio continental, o Corinthians. Que, como todos sabemos, jogou muita bola e soube parar o ataque santista. Neymar e sua turma não soube se desvencilhar de um time que, taticamente, marcou muito bem e soube aniquilar o adversário com golpes certeiros.
Passado a frustração da Libertadores, o Santos se voltou para o Campeonato Brasileiro e até o momento não conseguiu subir na tabela e manter uma regularidade entre ataque -meio de campo - defesa. Vale lembrar que o time perdeu peças importantes durante e após a Libertadores (Ibson, Elano, Alain Kardec, Borges) o que comprometeu a estrutura tática do time. Sem falar com as contusões (Fucile, Ganso, Edu Dracena) e convocações para a frustrante seleção Olímpica de Neymar, Ganso e Rafael. 
Problemas internos, principalmente envolvendo as negociações entre Ganso - SFC - DIS, contribuem para a tormenta que assola a Vila Belmiro. A administração que se dizia competente, mostrou fraqueza ao tentar negociar a contratação de vários atletas (Romarinho e Martínez que foram parar no Parque São Jorge por incompetência e inexperiência da diretoria santista). Nos contentamos com a contratação de Miralez e Patito Rodrigues (que mostraram raça ao empatar o último jogo contra o Atlético-GO em 2x2 no Pacaembu).
Angela Elizabeth Ponce Gazzanel
...assolam o glorioso alvinegro...
A tempestade deve demorar a passar mesmo com a chegada de Neymar, o astro e gênio da bola que encanta a todos com suas jogadas. Talvez demore um tempo para que as peças que estão de volta se encaixem e engrenem para a arrancada rumo às primeira posições. Ganso (que não sabe para onde vai), Neymar, André (que voltou para o time que o revelou) e Patito podem nos dar algum alento se o técnico Muricy Ramalho souber sair desta tormenta.
No caso de Ganso, excepcional jogador, o problema é mais complexo. Com seguidas contusões e indefinição em relação ao seu futuro profissional, o craque perdeu o foco e está fora de sintonia. Tanto é que, durante os Jogos Olímpicos de Londres, o atleta participou de dois jogos e passou o restante da competição no banco de reservas. Sem contar que foi cortado da seleção para o amistoso contra a Suécia que ocorre hoje (15 de agosto). O que todos esperam é que a indefinição acabe logo, pois um jogador dessa qualidade não merece estar nessa situação. Que fique no Santos, caso ache interessante, ou procure um novo clube para desfilar o fino da bola. 
Dini
... que aguarda pela incerta bonança.
Quem sabe no final do ano, os santistas possam comemorar o centenário com mais tranquilidade. Não acredito em título, mas ao menos conquistar a vaga para a próxima Libertadores. A torcida aguarda com expectativa pela bonança, após enfrentar tempestades, tormentas e ressacas. Que o Santos navegue em águas mais tranquilas rumo ao Olimpo, onde só os vencedores merecem estar.

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