terça-feira, 23 de março de 2010

Atraso em expansão é prejudicial

Ao que tudo indica as tão esperadas obras de expansão do Metrô de SP devem atrasar por uma série de fatores, segundo matéria publicada hoje no jornal Folha de S. Paulo. Entre eles estão o grave acidente na obra de Pinheiros, processos judiciais e mudanças de projetos. Tudo isso pode prejudicar a imagem de José Serra, que provavelmente disputará a presidência da República este ano.

Para o atual governador de São Paulo, a expansão do Metrô é um fator determinante para mostrar a força e o empenho que sua administração tem perante a sociedade paulista. E é essa determinação que ele quer levar em sua campanha para presidente, além de obras como o trecho sul do Rodoanel, ampliação da marginal e outros investimentos.

Mas ficaremos restritos apenas ao plano de expansão do transporte sobre trilhos. Todas as obras e entregas prometidas para 2010 estão com algum problema no cronograma. De acordo com Alencar Izidoro (Folha de S. Paulo), ao menos cinco das 28 novas estações citadas em campanhas publicitárias entre 2007 e 2010 vão atrasar. A Secretaria dos Transportes Metropolitanos se defende dizendo que o plano será atingido no fim do ano e que preferem entregar estações com mais qualidade.

Na realidade o atraso pode ser mais prejudicial ao pré-candidato tucano do que a própria população. Serra certamente preferiria entregar as obras antes de se licenciar do cargo de governador de São Paulo. Não se sabe ao certo se os problemas com o cronograma de obras do governo do Estado irão enfraquecer a campanha de José Serra; mas que essas falhas podem e devem ser usadas pelos seus concorrentes ao longo da disputa eleitoral.

O alento, se é que podemos falar desse modo, é que na próxima semana teremos a, possível, inauguração de duas estações (Faria Lima e Paulista) da nova linha 4-Amarela. O trecho é de 3,6 km e será a principal entrega de José Serra no setor. Ao todo a rede do Metrô terá 65,9 km de linhas.

Como disse anteriormente, está certo que a população esperava receber os invesmentos no prazo estipulado, mas se as obras forem entregues até o fim do ano não haverá tanto problema. Quem mais sairá prejudicado com esse impasse será o governador José Serra. O pré-candidato tucano espera enxergar uma luz no fim do túnel, ao menos no plano de expansão do Metrô de SP.

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